
Luiz Eduardo Machado, Founder at Seiwa
Quando um médico termina um plantão, realiza procedimentos ou acompanha seus pacientes – antes de ir para o próximo compromisso – o trabalho já foi feito. Mas uma pergunta aparentemente simples pode não ter uma resposta igualmente simples: “quanto tenho a receber e quando esse dinheiro estará disponível?”
Para muitos profissionais, acompanhar seus honorários ainda significa consultar diferentes fontes, conferir extratos, buscar informações sobre procedimentos e entender de onde vem as glosas.
Já do outro lado – nos hospitais – a operação financeira também é muito complexa. São diferentes convênios, regras contratuais, tabelas, auditorias, glosas, prazos e ciclos de faturamento.
Seria simplificar demais a discussão reduzir o tema apenas para uma relação entre quem “deve pagar” e quem “precisa receber”.
Existe uma questão anterior ao pagamento: a informação.
E é justamente aqui que a transparência pode transformar a relação entre médicos e hospitais.
O fluxo financeiro da saúde tem muitas etapas.
Um procedimento realizado hoje pode passar por registro, faturamento, envio à operadora, auditoria, eventual glosa, recurso, pagamento ao hospital e, dependendo do modelo adotado, repasse ao profissional.
A própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece a importância de tornar essas etapas mais claras. A Resolução Normativa ANS nº 503/2022 estabelece regras para os contratos entre operadoras e prestadores e determina, entre outros pontos, que estejam definidos os prazos e procedimentos para faturamento e pagamento, as hipóteses de glosa e os prazos para sua contestação e resposta.
Há uma mensagem importante por trás disso: quanto mais complexa a cadeia, mais importante se torna a qualidade da informação que circula nela.
Em muitas situações, o problema não está necessariamente no dado. Está no acesso a ele.
O hospital possui informações sobre produção, faturamento, glosas, valores processados e pagamentos. Mas essas informações podem estar distribuídas entre sistemas, áreas administrativas, relatórios e processos internos que não foram originalmente desenhados para a consulta direta do médico.
É nesse ponto que surgem perguntas bastante conhecidas pelos médicos:
“Esse procedimento entrou?”
“Quanto tenho a receber?”
“Por que recebi menos este mês?”
“Houve alguma glosa?”
“Quando o restante será pago?”
Essas perguntas não indicam que há um erro neste fluxo financeiro, mas podem indicar que existe uma assimetria de informação entre quem administra o processo e quem espera pelo recebimento.
Reduzir essa assimetria é bom para os dois lados.
Para o médico, representa previsibilidade.
Para o hospital, reduz dúvidas, retrabalho administrativo e ruídos no relacionamento com o corpo clínico.
É justamente nessa distância entre produzir, saber quanto vai receber e efetivamente ter o dinheiro disponível que a Seiwa atua. No aplicativo, o médico acessa de forma clara as informações sobre sua produção e seus honorários — valores pagos, a receber, previsões de pagamento e glosas — a partir dos mesmos dados disponibilizados pelo hospital. Menos incerteza, menos tempo buscando respostas e mais previsibilidade sobre o resultado financeiro do próprio trabalho.
E a previsibilidade permite ir além. Quando elegível, o médico pode antecipar seus recebíveis e transformar um valor que chegaria no futuro em recurso disponível hoje. Isso pode significar organizar o fluxo de caixa, investir na clínica, fazer uma especialização ou aproveitar uma oportunidade de investimento. Não se trata apenas de antecipar dinheiro, mas de dar ao médico mais liberdade para decidir quando e como utilizar os recursos que já gerou com seu trabalho.
Para o hospital, essa transparência também fortalece a relação com o corpo clínico. Ao dar visibilidade à jornada dos honorários, reduz dúvidas e questionamentos e torna mais simples uma relação que envolve diferentes atores, regras e prazos. No fim, transparência gera previsibilidade; previsibilidade gera autonomia; e autonomia financeira contribui para uma relação mais saudável entre médicos e instituições.
Conheça a Seiwa e saiba como melhorar a transparência do fluxo financeiro entre médicos e hospitais: https://www.seiwa.app/